
O Sacramento do Baptismo torna-nos filhos de Deus: é a primeira graça que o Pai nos preparou para permitir — para nos convidar — que participássemos da sua vida. A partir de então, deveríamos ter a certeza de que não estamos sozinhos e de que jamais passaremos despercebidos.
Porém, muitas vezes, humanos que somos, tendemos a entregar-nos às preocupações, às angústias e ao desespero, esquecendo esse Pai tão bondoso que sempre nos acolhe; outras vezes, imaginamo-l’O como um pai severo, rígido, impassível, que nos aguarda de cenho franzido, pronto para nos punir pelas nossas faltas. Nenhuma destas concepções corresponde à misericórdia infinita que Ele guarda para nós. E é isso que Rafael Llano Cifuentes tenta explicar, nestas páginas, à nossa natureza inquieta. Por meio de meditações sobre a vida de Jesus e de diversos santos, o autor reforça que as mãos de Deus estão sempre abertas como as de um Pai que é todo bondade: e que, procurando agir com o mesmo amor com que viveu e agiu o seu Filho, encontraremos sempre repouso nessas mãos paternais.